Academia Itajubense de História soleniza posse do Dr. José Henrique Pereira Pinto na Cadeira 35 e presta homenagem à memória de Ailton Rennó Pinto
Em noite no Auditório Professor Antônio Rodrigues d’Oliveira, o novo acadêmico dissertou sobre o legado do insigne empresário e benfeitor itajubense; o Professor Dárcio Pereira também foi laureado na cerimônia.
ITAJUBÁ/MG — Sob o profundo resgate das tradições sul-mineiras, a Academia Itajubense de História (AIH), presidida pelo acadêmico Dr. Marcos Antônio de Olivas, realizou, na noite da última sexta-feira, 5 de junho de 2026, uma de suas mais expressivas assembleias solenes. A cerimônia, conduzida pelo acadêmico Michel Dias Rosa, ocupante da Cadeira nº 21 da AIH e mestre de cerimônias da instituição, teve como palco o Auditório Professor Antônio Rodrigues d’Oliveira (AARO) e formalizou a investidura do Dr. José Henrique Pereira Pinto como Membro Titular da prestigiada Cadeira nº 35.
O conclave, marcado pelo rigor institucional em que os acadêmicos trajaram a tradicional opa, reuniu expressivas autoridades, pessoas que fizeram e fazem história. Situando-se nas cercanias da histórica Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade. A Cadeira 35, que a partir desta data passa a ser honrada pelo Dr. José Henrique, evoca a memória de seu patrono, o ilustre Dr. Américo de Oliveira, mantendo viva a chama do saber e da preservação documental de Itajubá.
Conforme reza a práxis da egrégia instituição, o momento de maior densidade intelectual da noite deu-se com a preleção de posse do novo imortal. O Dr. José Henrique Pereira Pinto proferiu uma pormenorizada palestra subordinada ao tema "A Vida e a Obra de Ailton Rennó Pinto". Em sua alocução, o orador não apenas descortinou a trajetória biográfica do homenageado, mas também contextualizou a relevância de suas ações para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do município ao longo do século XX.
A efeméride reservou ainda um espaço de profunda emoção com a calorosa recepção oferecida ao novo membro em nome do sodalício, conduzida com invulgar brilhantismo pela acadêmica Vitória Cristina Rennó de Azevedo. Ademais, expandindo o manto das justas homenagens da noite, a Academia Itajubense de História prestou um solene tributo ao preclaro Professor Dárcio Pereira, em reconhecimento aos seus assinalados serviços dedicados à educação e ao engrandecimento cultural desta comunidade.
Súmula Biográfica:
O Legado de Ailton Rennó Pinto (1922–1999)
Nascido a 27 de novembro de 1922 e falecido em 27 de junho de 1999, Ailton Rennó Pinto inscreveu seu nome de forma indelével nos anais de Itajubá como um empresário visionário e empreendedor de escol, a quem a municipalidade guarda eterna gratidão por suas laborações grandiosas.
Embora tenha iniciado os estudos propedêuticos na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, o amor à sua terra natal fê-lo abandonar o curso no segundo ano. Retornou a Itajubá para devotar sua inteligência e vigor ao engrandecimento local. Entre seus marcos de atuação, destacam-se:
Educação e Saúde: Foi um dos mais fervorosos incentivadores da fundação da Faculdade de Medicina de Itajubá, integrando ativamente a sua mantenedora, a Associação Itajubense de Assistência Social (Aisi).
Desenvolvimento Industrial: Cooperou de forma decisiva para a histórica instalação da Helibrás (Helicópteros do Brasil S.A.) no município, alterando a matriz tecnológica regional.
Setor Financeiro e Social: Atuou como gerente da hoje extinta agência da Caixa Econômica Estadual e serviu à sociedade como o primeiro tesoureiro do Rotary Club de Itajubá, aquando de sua instalação em 1956, além de integrar a administração do Country Club.
Tradição Cinematográfica: Herdeiro de uma estirpe de desbravadores da sétima arte — neto de Joaquim Rodrigues Pinto (fundador do Cine Edson, o segundo da cidade) e filho do arrojado Eulálio ga Gama Pinto, o "Lalinho" (construtor do memorável Cinema-Teatro Apolo) —, Ailton deu continuidade à tradição familiar ao fundar o Cine Presidente, marco afetivo e cultural de gerações.
O encerramento da solenidade, marcado pelos cumprimentos ao novel acadêmico Dr. José Henrique Pereira Pinto, reafirmou o compromisso da Academia Itajubense de História em zelar pela memória daqueles que, por meio do trabalho, da cultura e do espírito público, edificaram as bases da sociedade itajubense.





























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